O que você vê de fora
Enquanto minha mente rejeitava
meu corpo, disseram-me,
você é linda.
Como pode esse poço
ser considerado
cheio?
Se meu interior é escuro,
fundo e destoante.
Me tornando amiga
das vinhas,
Enraizadas por conveniência.
As paredes ásperas.
Quando tento escalar,
meus dedos sangram,
de tanto tentar.
Mas o mundo insiste em dizer,
você nunca esteve lá dentro.
Qual mentira contarei
para mim mesma?